Month: November 2015

Como equilibrar o desejo

desejos

Sempre falamos sobre os grandes obstáculos às modificações do carma e eu gostaria de falar hoje alguma coisa sobre os desejos. Eles são, quase sempre, frutos da ilusão.

A pessoa pensa que precisa de algo e tem vontade de possuir esse algo, iludida por uma falsa necessidade. Convence-se de que aquilo vai faze-la feliz e existem de fato muitos bons motivos que fazem com que continuemos na compulsão da realização (cada vez mais momentânea), dos nossos desejos.

A motivação dos desejos está na idéia do prazer que se imagina vir a ter quando puder usufruir uma determinada posse. Todo desejo que não nasce da alma purificada é ilusão.
Isso acontece na vida da pessoa desde muito cedo. Vemos como a criança que pode manifestar livremente suas vontades pede brinquedos com os quais não se entretém mais que um dia, por exemplo. Ou não consegue sair de casa sem que se compre algo para entretê-la. Vemos também os adultos associarem suas visitas com a entrega de algum presente. Estes comportamentos formatam, desde cedo, a idéia da felicidade fácil que se compra.

Sendo assim, a ilusão torna-se  mais forte que o desejo, fazendo com que se sobreponha uma forte emoção ao que é da ordem do ser – ilusão e desejo.

Para que se possa equilibrar na vida de alguém através de uma educação correta, devemos tratar de moderar a ilusão através de um trabalho pessoal para que seja afastada e contida. Quanto mais aprendemos sobre nossa evolução espiritual, mais compreendemos o quanto o papel de pais conscientes torna-se importante, pois eles podem ajudar muito seus filhos a crescer como espíritos.

Há desejos positivos que são derivados das ambições da alma. Entre eles poderíamos colocar o desejo de adquirir conhecimentos, o desejo de cumprir sua meta evolutiva, o desejo de libertar-se do carma, o desejo de ser feliz.

Desejo e carma estão relacionados, porque eles se entrelaçam depois que o homem começa a atuar impulsionado pelos seus desejos. O desejo potencial, aquele que vem de vidas passadas e que tem condições de se realizar, induz à ação, que muitas vezes é criadora de carma. Esse desejo potencial, quando motivado pela ambição de desenvolvimento da alma, leva ao progresso espiritual; mas quando sua existência está condicionada às vontades inferiores, o resultado é um acúmulo cármico.

O desejo  pode ser equilibrado a partir de três atitudes, principalmente:

1. Discernimento: ter controle sobre os desejos selecionando o que é aspiração superior do que é criação ilusória dos sentidos.
2. Entrega a Deus: quando falta força moral ou espiritual para lutar contra os desejos, a solução é confiar na capacidade de Deus em guiar seus filhos. Uma oração, cujas palavras são um pedido de ajuda, poderá trazer a força que estava faltando.
3. Austeridade: uma vida de negação não é o que eu sugiro, mas a disciplina trazida por um período em que se reduz ao máximo as facilidades e o conforto pode criar uma fortaleza espiritual que ajude a dominar os desejos.

Para bem controlar os desejos, é preciso entender os processos da ilusão; mas como sua manifestação é material, o autocontrole do corpo físico é fundamental. Esse pode ser um bom ponto de partida, com um treino voltado ao sacrifício daquilo que apreciamos muito. Por exemplo, para aprender a dominar o desejo, podemos nos abster voluntariamente de algo agradável. Durante esse tempo de abstenção, teremos condições para estudar o que está acontecendo com a nossa vontade, aprendendo como ela nos subjuga e experimentando modos de dominá-la.

Para evitar acúmulos cármicos, quando tiver um desejo, verifique se ele pode alterar negativamente a vida de alguma pessoa. Em seguida, observe se ele pode, de alguma maneira, interferir negativamente na sua evolução espiritual a médio ou longo prazo.

Espero que tenham todos uma ótima semana.

ENERGIA E ALIMENTAÇÃO

alimentac3a7c3a3oSerá que todos sabemos o que é energia?

Einstein a definiu como E=MC². Energia é a matéria vezes a velocidade da luz ao quadrado.
Em outras palavras, toda matéria pode ser descrita como uma forma de energia.

Em termos científicos, energia é um espectro de frequências (vibração). Os eventos, assim como a matéria, se amoldam neste espectro.

Gostaria de conversar com vocês sobre alimentação que, dentre todas as formas de energia que ainda quero abordar, me parece propício a dar início a um pensamento elevado!

O que entra pelo organismo, pela boca, é tão importante quanto o que se “experimenta” pelos olhos, nariz e ouvidos. O alimento não é simplesmente caloria. E’ matéria (energia condensada) que queima no corpo para gerar combustível. Tem sido utilizado por todas as culturas, ao longo dos anos, como remédio e até mesmo como via até a espiritualidade.

A antropologia explica que  canibais comiam os inimigos para ficar com sua força. Os nativos norte-americanos utilizavam plantas especificas para sorver energia. A ayurveda, medicina indiana tradicional, usa o alimento como remédio. O mesmo com a medicina chinesa.
A idéia cristã de que o espirito pode ser comunicado na matéria é visível na comunhão do pão e do vinho ao representar o corpo e o sangue de Cristo no que o comungante absorve. As substâncias físicas são transmutadas pela associação e pela intensão.
No budismo, pilulas especiais, conhecidas como amritas, ou dudtisis, tem função similar: são preparadas com substâncias preciosas, de ervas a jóias, seguidas de repetidos mantras para lhes atribuir poderes específicos.

Como ocorre com a matéria, o alimento é influenciado pelos elementos que contribuem para sua composição e pelas circunstâncias que contribuem para sua existência. Por esta razão, considero o alimento caseiro mais fácil de ser digerido, pois suas vibrações são as mesmas do ambiente e da comunidade.

A terapia macrobiótica evita alimento importado de longa distância. Também alerta contra alimentos ingeridos fora da estação, devido à noção de que o corpo é parte de um todo maior e inclui todos os aspectos do ambiente. Promover a harmonia significa equilibrar o corpo com o ambiente. Se alguém mora nos E.U.A e come pêssegos da Africa do sul em dezembro, o corpo é forçado a assimilar um padrão vibracional complexo.
A superioridade moral ou desejo de uma dieta vegetariana não é assim, difícil de compreender.

Somos seres que vimos precisando nos alimentar de outros seres. Também sabemos que o Homem vem evoluindo ao longo de sua jornada no planeta. Sabemos que em um determinado momento deste processo,  o recurso de gerar vida e proteção exigiu posturas humanas nada sutis! Mas creio que devemos enxergar que é hoje já pode ser diferente. Sabemos que um animal é um semelhante que tem padrões neurológicos semelhantes aos nossos: sente dor, tem emoções e tem alma! Já é chegado o momento de tomarmos este conhecimento. Me preocupo em dizer, que devemos adquirir conhecimentos, mesmo que ainda não seja o momento de adequarmos este conhecimento aos nossos desejos.

Eu mesma levei alguns tempo entre ter o conhecimento e adequá-lo às minhas necessidades e desejos. Acredito que as mudanças acontecem de dentro para fora. Assim Deus tem permitido (pacientemente). A medida que vamos adquirindo conhecimento, vai ficando mais fácil incorporar o desejo e então, a mágica acontece e passamos à sabedoria!

O que não devemos, é fechar os olhos e não perceber o óbvio, para atender aos nossos sentidos materiais! Jesus disse que aquele que não quer ver, nem se vir!

Devemos perceber que mesmo sendo difícil mudar padrões tão arraigados, as energias do planeta estão mudando a passos largos e nos obriga a entrar na porta estreita que nos fará ultrapassar esta faixa quântica, necessitando que cuidemos melhor de nossa energia como um todo –nas palavras que proferimos, nos sons que escutamos, nas cores que geramos, no aroma que emanamos e na alimentação que ingerimos –formas de energia que devem ser usadas para acelerar a vibração de nossos corpos, facilitando a sutilização e nossa ascensão, proporcionando o salto quântico.

corra mundo, corra!

Como num filme extravagante estamos vendo desenrolar diante de nós o caos do mundo em pleno movimento…um movimento aterrador que devemos suportar à força, pois embora anônimos , somos nós os protagonistas.