Month: May 2016

Desmistificando o suicídio

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Na última semana – às vésperas do Setembro Amarelo – foi veiculada uma notícia que tem despertado a curiosidade mórbida e o sumário desprezo de muitas pessoas: um suposto suicídio associado a assassinato.

Infelizmente, quando a mídia aborda essa temática, o suicídio em si permanece fora dos holofotes, obscuro e misterioso; comumente, são feitas reportagens que dissecam a ação, criam nexos causais simplistas e até exibem fotos chocantes da tragédia. O ato de suicidar ganha, sob essas lentes, um aspecto glamouroso, romanesco, enigmático e superficial, servindo para angariação de visualizações e entretenimento público.

Isso é um desserviço porque romantiza o suicídio, oferece artifícios perigosos a espectadores acometidos por ideação suicida e alimenta a ignorância da população sobre o assunto.

Um erro muito comum incide em atribuir uma única causa à ação de suicidar – “ele se matou porque perdeu o emprego”, “ele se matou porque divorciou”, “suicidou porque tinha uma doença sem cura”. Embora acontecimentos pontuais possam contribuir para a passagem ao ato, a ideação suicida não é abrupta ou linear; na realidade, ela é uma série de pensamentos gravemente distorcidos sobre a realidade que traz profundo sofrimento a ponto de a pessoa se sentir desesperada e desamparada demais, de modo a ver na morte a única saída para o sofrimento. A pessoa que tenta se matar está acometida por uma cadeia de pensamentos viciados e por intenso sofrimento mental.

Pensamentos suicidas povoam a maioria das pessoas; a pessoa acometida pela ideação suicida não é uma raça à parte, um ser exótico e inacessível, mas alguém desesperado, que precisa de ajuda e que se sente sem saída alguma.

Para entender o suicídio – tanto a ideação quanto a passagem ao ato – é preciso desmistificá-lo.

Há pessoas que pensam no suicídio como uma decisão individual respaldada pelo livre arbítrio, e que o suicida deve ter sua vontade “respeitada”. Em outras palavras, o suicídio seria um exercício natural de liberdade individual, posto que somos livres para decidir o que fazemos com nossos corpos.

Embora aparentemente sensata e racional, essa ponderação contém uma série de problemas: se bem-sucedido o ato, não há como voltar atrás na decisão – não há como efetivamente atuarmos em auxílio de uma pessoa que dá cabo da própria vida; se ela conseguir consolidar a ação, já era, não há o que ser feito. A pessoa morta não está mais livre para decidir coisa alguma sobre si mesma.

Dessa forma, é melhor que possamos intervir no “livre arbítrio” do sujeito agora para que ele se mantenha vivo e, uma vez vivo, possa se ver livre para tomar outras decisões na sua vida e exercer de fato o livre arbítrio. Gente morta não tem livre arbítrio.

[Por mais que segmentos religiosos, espíritas e espiritualistas abordem a vida após a morte, a única certeza que é universal para a humanidade é a de que nossas principais ações estão aqui, na esfera da vida como a conhecemos, e não além. Mesmo que a vida após a morte fosse uma certeza, qual seria o sentido de estarmos aqui se não fosse para agirmos neste mundo?]

Ademais, uma característica do suicida é a ambivalência; ninguém nunca está plenamente certo de querer morrer. A pessoa adoecida, em específico, oscila fortemente entre viver e morrer de modo que, mesmo que planeje minuciosamente a própria morte, a decisão final é sempre impulsiva. Como se não bastassem esses argumentos, ainda se sabe que, notoriamente, pessoas que tentaram suicídio e sobreviveram a ele demonstraram arrependimento pela tentativa.

Além disso, a ideação suicida é uma doença mental que altera radicalmente a percepção da realidade, sendo baseada numa situação de desamparo e desesperança na qual a morte é vista como uma saída para o sofrimento. Uma vez tratada essa etapa, o desejo de morrer desaparece.¹

Sendo uma ação impulsiva que, bem-sucedida, culmina no fim da vida como a conhecemos, será que vale a pena priorizar o suposto livre arbítrio do sujeito nesse caso? Sendo o suicídio uma conseqüência de um padrão de pensamentos distorcidos da realidade, ele deve ser considerado uma decisão tomada espontaneamente?

[Acredito que não – o suicídio não é uma decisão espontânea a ser “respeitada” – e me apóio em uma sólida ref

CONHEÇA-TE A TI MESMO

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Há alguns anos conversei com a filha de uma amiga minha, uma pré-adolescente muito falante e muito querida também. A menininha, com 12 anos de idade na época, sonhava em ser adulta, tinha pressa de ser “mais velha”. Entre curiosa e um pouco triste (porque sabia que no futuro, assim como eu, ela provavelmente lamentaria tanta pressa naquela fase da vida), perguntei o que motivava tanta ansiedade e a resposta foi muito intrigante:

A coragem de seguir só.

coragem-internaJá dizia minha avó, “Quem quer, vai. Quem não quer, inventa uma desculpa”.

As vezes a gente nem sabe que não quer. Ou acredita sinceramente nas desculpas recebidas. E isso pode gerar uma série de conflitos e mal entendidos.

Quando você oferece uma solução que invalida a desculpa e surge outra, desconfie. Mas… Por via das dúvidas ofereça outra solução. Se surgir outra desculpa…

Desculpe-se e deixe pra lá. Siga adiante, sem neuras. Coragem! Ninguém é obrigado a acompanhar ninguém. Seja aonde for, pelo motivo que for.

Também ninguém merece permanecer quando quer seguir adiante.

Isso quer dizer que não é saudável ou mesmo divertido, (a não ser que você seja sádico) obrigar alguém a lhe acompanhar no seu ritmo, no seu raciocínio, no seu destino, na busca pelo seu objetivo, mesmo que “pelo bem da pessoa, do relacionamento, etc…”

O inverso também se aplica. Não é saudável ou divertido acompanhar alguém sem vontade, a não ser que sejamos meio masoquistas…

Acontece que assim como de médico e louco todos nós temos um pouco, de sádicos e de masoquistas todos nós entendemos um pouco.

Quem nunca insistiu com alguém, derrubando sistematicamente todas as desculpas dadas, sem sequer perceber o que fazia, porque tinha certeza: a festa seria mais divertida, finalmente seria feliz no amor, seria melhor pro filho, pra mãe, para a empresa…

E quem já não se viu encurralado a dizer “sim” ou finalmente admitir pra si mesmo que não quer [seja lá o que for], mesmo que o senso comum diga que a melhor resposta seria o sim que não queremos dar?

Isso não quer dizer que seja errado ter persistência, saber insistir. Entretanto devemos utilizar essas qualidades para beneficio próprio. Temos que ser persistentes para conseguir nossos objetivos pessoais, aprender uma nova habilidade, fazer uma viagem, conquistar um novo emprego ou o primeiro emprego… Esses são alguns exemplos.

As vezes (muitas vezes) não conhecemos [bem] aquilo que rejeitamos, nesses casos vale a pena abrir a mente para a insistência alheia. Grandes talentos na história não seriam conhecidos sem uma certa dose de insistência. Entretanto, o medo do novo por si só já é um bom motivo para não forçar a barra com ninguém. Via de regra insistir demais é invasivo e serve apenas para reforçar a rejeição.

Temos que aprender a respeitar o direito dos outros de seguirem seus próprios caminhos, mesmo que seja um caminho que desaprovamos. Temos que aprender a respeitar o direito que o outro tem de errar, assim como nós queremos que nosso direito de fazer o que dá na telha seja respeitado quando estamos fazendo merda.

Respeitar o direito do outro de ser e agir diferente de você, por mais que isso lhe  pareça errado e feio, ou por mais que você deseje sincronicidade com suas vontades não invalida, porém, o alerta, a palavra amiga, a informação a titulo de esclarecimento, a exteriorização de uma preocupação… Enfim, o diálogo.

Entretanto, fazer força para que o outro ecoe seus pontos de vista, sentimentos e outros tipos de jornadas apenas porque você quer que seja assim ou porque quer companhia ou que alguém valide suas próprias escolhas… Aí, meu amigo, você precisa de terapia.

Bia Kelly
Bia Kelly – Terapeuta Lumni

Ah, e antes que eu esqueça:

o meu telefone para contato é: [94] 98159-3426

e-mail biakelly@gmail.com

skype bia.kelly@live.com

Espiritualidade, dinheiro e energia

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Vivemos numa realidade quântica na qual tudo é energia, mais ou menos densa, e sendo ela uma só significa que tudo o que concebemos como material e abstrato encontra-se permanentemente interconectado. Desta forma, os pensamentos, sentimentos e intenções que direcionamos ao dinheiro interagem ativamente com o mesmo tornando-nos diretamente responsáveis pelo que ele representa em nossas vidas, pela forma como entra e pelo uso que dele fazemos.

EU ME COMPROMETO

compromissoFalando sobre mudanças e de que forma poderemos aproveitá-las para nos tornarmos pessoas extraordinárias, a primeira coisa que me vem à cabeça é que existe uma diferença gritante entre os que se comprometem e os que não.

Comprometer-se com um ideal, com um objetivo, com uma causa, com um movimento é o primeiro passo para o sucesso.

Todos nós acreditamos nisso a maior parte do tempo mas, o que de fato acontece é que nos comprometemos somente enquanto as condições se apresentam perfeitas e favoráveis a nós!

Pessoas comuns fazem apenas aquilo que tem vontade. O que vai diferenciar as pessoas comuns das extraordinárias é que estas fazem o que sabem que devem fazer.

Hoje em dia, com tempos mudados, com toda liberdade de ação da qual dispomos, vemos as pessoas caminhando na direção oposta.

Não se dá importância à fidelidade aos compromissos, e a palavra dada passou a ter um valor tão baixo que não esperamos mais que se cumpra. Simplesmente.

Vendedores prometem coisas que não podem cumprir apenas para efetuar a venda. Pais prometem aos filhos coisas que não conseguem cumprir e não sentem nenhum remorso quando descumprem. Empresas e empresários fazem promessas irreais apenas para conseguir clientes. São pessoas comuns.

Considere que atrasar-se para um horário marcado representa uma quebra de compromisso. Divórcios em exagero, escândalos financeiros, dívidas pessoais em excesso,  uma lista realmente enorme poderia ser colocada por mim para demonstrar a você que o compromisso é a base da confiança. E que sem a confiança básica, estaremos isolados e sozinhos, ou infelizes e não realizados.

Comprometer-se é responsabilizar-se por aquilo que você sabe que deve fazer.  Claro que não é fácil! Mas é exatamente isso que vai fazer de você uma pessoa extraordinária. Mesmo diante dos fracassos momentâneos, das dificuldades e percalços do dia a dia e apesar do mundo, você se compromete.

Há uma lista de coisas que as pessoas comuns dizem a si mesmas para não se comprometerem e eu chamo isso de uma boa desculpa:

1.”Eu não preciso disso tudo”.

2.”Não tenho interesse em possuir uma porção de coisas”

3.”Eu não quero ser materialista”

4.”A chave da felicidade é não ter desejo”

5.”Foi Deus quem quis”

6.”Sucesso e espiritualidade não combinam”

7.”Pessoas ricas não tem compaixão”.

A verdade é que se você realmente quiser e se comprometer, correr atrás, pesquisar, estudar, se engajar, se preparar, se aprontar, se responsabilizar, sem dar nenhuma desculpa, terá saído da mediocridade e assumido o compromisso com o que você deve fazer. Podemos arranjar boas desculpas. Podemos enganar a nós mesmos. E há até algumas circunstancias às quais parecem mesmo que não temos o que fazer.

Tornamo-nos  escravos das boas desculpas que o mundo se encarrega de nos proporcionar. Escravos do “o que vão pensar de mim?” e do “Será que vou ser aceito?”… E por aí afora.

Neste mundo, o mais comprometido vence!

Pense numa pessoa extraordinária? Nelson Mandela passou 27 anos na prisão por se comprometer com aquilo que ele sabia que deveria fazer. Pense no nível de comprometimento dos  terroristas  que destruíram as torres gêmeas? O compromisso deles era enorme e eles conseguiram o que almejavam!

Calma, eu não quero que vocês se tornem terroristas.  Porque além do compromisso, devemos agregar dois traços de caráter: o de servir e o da contribuição. Ser do bem é fundamental também. Falaremos disso noutra oportunidade.

Apenas quero mostrar que quando nos comprometemos realmente, sem desculpas, conseguimos. Vencemos.

Comprometa-se com mudanças internas. Busque em si mesmo seus limites. Ao reconhecê-los, comprometa-se em uma sincera mudança. Supere-se!

Há um provérbio samurai que diz: “Caia sete vezes. Levante-se oito”.
Carmem FarageCarmem Farage