O COTIDIANO SEM ESTRESSE

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Estresse

Em nossa luta pela vida, nós, seres humanos, nos defrontamos com momentos de dificuldades que, em maior ou menor grau, podem resultar numa ameaça para a manutenção e o equilíbrio da vida. Em face a uma dificuldade, num momento de tensão ou de risco à integridade, o organismo se prepara para enfrentar o perigo. Em sua preparação, ele promove uma série de modificações internas, que podem ser entendidas como mecanismos de ajuste para a luta. Dependendo da intensidade do esforço e da constância exigida, o organismo poderá:

Voltar ao equilíbrio normal, ou necessitar de um período (além de recursos ou de cuidados especializados) para atingir sua recuperação ou sucumbir totalmente; ter partes de seus órgãos e sistemas comprometidos.
A isso vamos chamar Síndrome de estresse: Conjunto de reações -orgânicas e psíquicas- que são decorrentes de um ou mais estímulos capazes de ameaçar a integridade da vida.
Podemos distinguir 3 fases distintas do stress : 1 – reação de alarme; 2 – fase de resistência e 3 – fase de exaustão.

Na fase de alarme, numa situação de perigo ou susto, como quando um cão late agressivamente, quando você passa desavisado em frente a um portão – a gente se vê tendo uma reação de tensão, onde o organismo aciona a fabricação de substâncias como a adrenalina que faz o coração bater mais forte e rapidamente, a respiração torna-se acelerada e o organismo procura liberar calor (suando frio). O estômago, tendo que interromper seu trabalho para poupar energia, gera a clássica sensação de frio na barriga.
Desse modo, as mãos suadas, a taquicardia, a respiração ofegante, a dor na barriga, o tremor nas pernas, a hipotonia (perda do tônus muscular) e a hipertermia (aumento do calor do corpo) são sintomas num primeiro momento de alerta. Paralelamente a tais reações, a pressão arterial pode subir, e os níveis de glicemia no sangue tendem a aumentar.
Superado o risco, o organismo tende a voltar ao ritmo normal.
Mas, nem sempre o perigo pode ser superado de imediato. Então, o organismo prepara-se para resistir.
Nesta fase, pode parecer que está tudo bem, mas o organismo continua a trabalhar em regime forçado.
A temperatura, antes alterada, pode voltar ao normal. A hipotonia poderá ser substituída pela rigidez muscular e os batimentos cardíacos estabilizam-se num ritmo de 20 a 30% mais acelerado que o normal. A digestão se torna mais lenta e a pressão arterial também se estabiliza em níveis altos, que de tão comuns passaram a ser considerados normais.

Dores nas costas, de cabeça, insônia ou dormir demais, má alimentação podem ser indicativos de um período de resistência.
Pode ser muito difícil identificar a resistência. É fácil às vezes comentar um susto que passamos ao presenciarmos um acidente por exemplo. Mas pode ser difícil nos conscientizarmos de uma dificuldade conjugal que nos ameaça no dia a dia ou de uma situação emocional antiga, da qual a gente não se lembra mais, mas que continua a agir em nosso inconsciente. Sim, porque o inconsciente é atemporal, ou seja, o que ficou armazenado lá, continua fazendo efeito em nós, mesmo que não saibamos disso, indefinidamente.

Desse modo, corre-se o risco de passar à exaustão, onde os sintomas voltam a ser semelhantes à fase inicial de alarme.
Dependendo das características de cada indivíduo, a exaustão poderá se expressar como: lesão, paralisação ou esgotamento de determinados órgãos ou tecidos específicos do corpo, podendo até, em casos extremos, levar à morte.

Podemos entender a exaustão como um esgotamento generalizado, quando baixam as defesas do organismo e seus sistemas são desarticulados.
Todos nós estamos sujeitos ao estresse: seja pelas condições externas de vida(qualidade de vida) seja por condições internas (história familiar conflituosa, principalmente na infância) que ficam no inconsciente, como dizia Freud, proliferando no escuro.
Vale lembrar os principais sintomas do stress:

– Cansaço constante;
– Irritabilidade;
– Dificuldade de concentração;
– Perda de memória;
– Perda ou excesso de apetite;
– Insônia ou sono exagerado;
– Flutuações do estado emocional;
– Fobias(medos aparentemente infundados);
– Desmotivação;
– Perda da criatividade;
– Perda de interesse sexual;
– Problemas gastrointestinais;
– Dores de cabeça, enxaquecas;
– Vulnerabilidade (baixa das defesas orgânicas ou psíquicas);
Seria impossível enumerar todos os estressores.

O nosso corpo pode absorver ou expressar as tensões ou conflitos pelos mais diversos canais. Uma pressão emocional intensa pode se manifestar numa criança, por ex., através de uma crise de asma. A sensação de opressão, de sufocamento, manifesta-se no tórax, especialmente nos brônquios.
A vida psíquica é, por via de regra, a grande responsável pelo estresse. Porque normalmente não temos posse ou consciência da nossa vida interior.
A pessoa que se reconhecer estressada, seja em forma de confusão mental, ansiedade, depressão ou pânico, deve aprender a usar as armas que possuímos e que não são muitas. Dependendo do grau em que se encontre, é aconselhável que um apoio farmacológico seja feito, desde que se entenda que o estresse é o sinal de alarme de que algo não vai bem. E que obviamente, se acabarmos com o sinal, estamos sujeitos a esconder a via que nos levará aos fatores desencadeantes, portanto, a medicação pode fazer um efeito indesejado e esconder de nós aquilo que precisamos para chegar à fonte dos problemas.

A arma mais poderosa que possuímos é o nosso EGO.
Nossa razão, nossa personalidade. Temos, então, que aprender a prestar atenção aos nossos sentimentos e interligá-los aos nossos sintomas. O processo de autoconhecimento é fundamental para fortalecer o ego. Na maioria das vezes, vivemos como se não tivéssemos passado ou como se o passado não fizesse diferença no presente. Dominar nossa história é fortalecer o ego. É fortalecer a razão para dominar a emoção. Muitas vezes, principalmente se nossos conflitos nos remetem à infância, precisamos da ajuda de um profissional -terapeuta conhecedor de técnicas profundas que nos leve ao passado – para reorganizarmos nosso interior. É muito difícil conseguir sozinho ultrapassar a barreira do inconsciente.
A outra arma que possuímos é a qualidade de vida.
A busca de um equilíbrio no cotidiano. Alternar a rotina com lazer. Isso é muito importante. Não pensem que devemos, quando estamos estressados, acabar com a rotina. Muitas pessoas pensam que se pararem de trabalhar, ou se largarem tudo para tirar longas férias, estarão acabando com o estresse. Na verdade, o correto é buscar um equilíbrio constante. O ideal é que possamos trabalhar bem naquilo que mais gostamos e termos recompensa financeira por isso. É verdade que nem sempre é possível. Mas não devemos desistir de encontrar uma solução. Para cada caso há uma solução. A rotina é imprescindível. Devemos manter a rotina com prazer. Deve-se estabelecer organizadamente os dias rotineiros sem nos esquecermos dos hobbies. Investir no ambiente familiar, fazer do seu espaço físico um lugar agradável para você, onde tenha prazer em chegar e relaxar da rotina.
Ter uma vida saudável, com bons hábitos de alimentação, sem vícios, manter contato com a natureza, encontrar um hobby, ter uma casa agradável com uma boa área de lazer e, além disso, cuidar da força do ego, são coisas que podemos determinar como meta para vivermos melhor e sem estresse.

Carmem Farage
Carmem Farage

Psicóloga e psicanalista, especialista em regressão de memória, Acupuntura e Medicina Chinesa e formação independente em Reiki Usui Tibetano, Apometria Clínica, Parapsicologia e Mediunidade. Criadora da TERAPIA LUMNI no Instituto Lumni. Autora do Livro: Para além do ser – a cura quântica

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