Month: November 2016

A FONTE

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Trata-se do mar de energia que nos cerca no qual todos  nadam como peixes, sem perceber sua vastidão…

O espaço que pensamos ser um vazio, que rodeia todos os objetos e seres, é recheado de energia vibracional que, ao utilizá-la, poderá produzir energia suficiente para abastecer todo o nosso planeta por muito, muito tempo…e enviar uma ou duas espaçonaves pela galáxia afora quase à velocidade da luz. É chamado “o campo do ponto Zero”!

Cientificamente é muito instigante a existência de um “campo de todos os campos” ou “fonte original de energia”.

Pessoas de todas as origens e culturas acreditam que a mente possui o poder de ultrapassar os cinco sentidos e de receber informações de fontes localizadas além das fronteiras do espaço e do tempo.

Na parapsicologia, por exemplo, que é o estudo científico de certos acontecimentos que ocorrem com seres humanos e animais, acontecimentos estes que incluem: percepção extra-sensorial (sexto sentido), psicocinesia e telecinesia (ações da mente sobre a matéria), clarividência, experiências de quase-morte, experiências fora do corpo (viagens astrais), premonição, memória de vidas passadas, poltergeist.

A Parapsicological Association é uma organização internacional de respeitados cientistas que adota métodos científicos para avaliar fenômenos psi, a fim de construir um banco de dados abrangente e promover estudos sérios.

Em seu site, justifica-se seu interesse pelos fenômenos Psi por causa de suas implicações:

  1. Que os conhecimentos da ciência tradicional cartesiana sobre a natureza são incompletos.
  2. Que as supostas capacidades e limitações do potencial humano foram subestimadas.
  3. Que as suposições fundamentais e as crenças filosóficas a respeito da separação entre mente e corpo talvez sejam incorretas.
  4. Que as suposições religiosas a respeito da natureza dos “milagres” podem estar erradas.

Todas estas constatações abrem espaços enormes para dúvidas. O que é muito bom! Ainda estamos engatinhando em conhecimentos nesta terra.

Penso que somos seres de luz, habitando um universo holográfico, nadando em um mar de energia. Podemos desenvolver muitos outros sentidos além dos cinco que possuímos para construir nosso próprio universo!

“Acredite naqueles que estão buscando a verdade; duvide daqueles que a encontraram” – André Gide.

Todos sabemos de alguma coisa. Os estudiosos dos fenômenos paranormais sabem de alguma coisa. Os físicos sabem de alguma coisa. Aqueles que trabalham em pesquisas na área do cérebro e da consciência sabem de alguma coisa. A ciência sabe de alguma coisa – e a religião também. Mas ninguém sabe de tudo!

Se pudermos parar de negar o que o outro sabe, que é diferente do que sabemos, poderemos chegar a saber cada vez mais.

Precisamos dar passos para fora de nossa zona de conforto e fazer perguntas mais ousadas, mesmo sabendo que, por enquanto, não teremos respostas para elas – mesmo sabendo que as respostas virão de lugares que nunca julgamos possíveis nem aceitáveis.

Digamos para nós mesmos: estamos abertos ao universo!

Penso que o que todos os conhecimentos juntos querem nos mostrar neste momento é que há uma mágica no ar: todos sabemos dos poderes da nossa mente. Terapeutas de diversos credos e escolas, dotados de fé, convicção e amor, realizaram e realizam curas, exorcismos e incursões no mundo astral, de maneira consciente ou não. Tudo é feito a partir de manipulação de energias sutis da natureza, utilizando os poderes da mente.

A Bíblia, no Velho Testamento e no Novo, é riquíssima em relatos sobre tais fenômenos. Outros textos, considerados sagrados ou não, também nos mostram coisas que se conseguem com a força da mente. A obra espírita de André Luiz, psicografada por Chico Xavier, está recheada de relatos do emprego das energias da mente e sua ação no mundo astral.

Também a ciência, através da Metapsíquica, da Parapsicologia e de outros ramos da ciência psíquica, trata das forças da mente.

Existe ainda uma sabedoria popular em todos os povos, culturas e credos que nos legaram o conhecimento intuitivo das forças extraordinárias vindas da mente humana.

Utilizando a observação e munindo-nos de coragem de admitir que é possível, vamos aprender a dirigir nossa vontade no sentido de construir, utilizando-nos de vibração sutil na ação mental concentrada.

Precisamos aprender a ir para além do universo emocional e atingir camadas cada vez mais sutis. Aprender que, através da mente, podemos reconstruir o mundo.

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Carmem Farage – Fundadora do Instituto Lumni – casa de cura quântica

NO TERRITÓRIO DAS SOMBRAS.

morte

“ Tu és nuvem, és mar, esquecimento

És também o que perdeste em um momento

Somos todos os que partiram…” – Jorge Luis Borges.

Instituído um dia para o luto, o dia 2 de novembro força-nos a sacralizar socialmente aquilo com o qual não queremos nos deparar: a morte!

Hoje é o dia institucionalizado para pararmos um pouco e pensar neste fato inevitável que tomou de nós quem amamos, e que tomará a nós próprios inevitavelmente. O mal estar diante da verdade incontestável deverá servir de ferramenta de reflexão.  Afinal, quem somos nós e o que estamos fazendo aqui neste mundo finito, num corpo finito, correndo riscos todos os dias, sem saber se no próximo minuto já não estaremos mais por aqui?

A fim de  viver menos superficialmente a questão do fim inevitável, gosto de trazer à mente reflexões importantes que possam servir de apoio ou de abertura de possibilidades em minha mente.  Desta forma, sinto-me integrado ao que é natural e ao que supostamente será para além da natureza humana.

Estamos num planeta finito, habitando temporariamente um corpo finito, aprendendo a trilhar o caminho juntamente com outros seres que, embora semelhantes, profundamente diferentes em suas individualidades. Cada indivíduo único, habitante de um corpo único, não consegue em sua jornada terrena, viver sozinho. Precisamos uns dos outros para que a jornada se prolongue ao máximo possível.

Freud nos fala que a vida acontece sob angústia. De fato, nosso corpo é arrancado do corpo materno sem que possamos dominar a nós mesmo, e este estado de completa impotência de existir  sozinhos irá perdurar a vida inteira.

Ao sairmos para a vida, somos reduzidos a uma metade. Seccionados do corpo materno, procuramos, pelo resto de nossas vidas, sobreviver. Desejamos, para sempre, encontrar uma metade que nos complete. Nossos pais, suprem em parte este anseio e nossos amigos e companheiros, tentam fazer o mesmo.

Dominados pela emoção da incompletude e da iminência de perder aqueles em quem depositamos nossas necessidades afetivas e amorosas, vamos tentando não pensar no fim. Pois o fim seria a desistência. Quem desiste, cai em melancolia e se aproxima do fim antes do fim.

Quando perdemos alguém a quem amamos, vivemos o luto. Passamos a habitar o território das sombras. Este estado de desamparo diante da perda, povoa nosso imaginário como sendo a ilusão de que estamos seccionados novamente, como quando saímos do corpo de nossa mãe. Desta forma, a cada morte vivida ou imaginada, nos deparamos com nossa incompletude e impotência diante deste mundo onde ainda não aprendemos a dominar.

Neste momento, quero falar então daquilo que eu penso sobre o destino dos Homens.

Se pudermos refletir sobre o passado, podemos apreender, de forma intuitiva, que o ser humano ao nascer seccionado, vem aprendendo a manipular a matéria do qual é feito todos os corpos do plano físico da terceira dimensão, a fim de poder se sentir novamente no controle de si.

Desta forma, vemos, por exemplo, o homem das cavernas tendo que aprender a controlar um mínimo de coisas para sobreviver. Ao longo dos tempos, preste atenção: não é isto que temos feito? Dominando a matéria para que possamos conseguir prolongar a vida. Tentando driblar a morte através do domínio da matéria, estamos conseguindo prolongar a vida e, de fato, hoje podemos viver quase que o dobro de tempo que nossos antepassados de 200 anos atrás.

Juntamente com este caminho de domínio sobre a matéria, estamos trilhando um caminho de reconhecimento pessoal. Nossa vida afetiva pode ser resumida na busca de reconhecimento. Se não somos nossa mãe, quem somos então? Eu sou alguém que pode viver e criar algo a partir de minha própria mente.

O que é a  mente? Vejam, eu não disse cérebro. Eu disse mente: Essa coisa inexplicável que está para além do cérebro. Se sou dotado de uma capacidade criadora para além do físico, então há algo desconhecido em mim para além da matéria, que me impulsiona a continuar a criar em vida mesmo estando diante da minha incompletude.

Grandes almas que vieram ao mundo, sob o mesmo signo da matéria, vieram para nos apontar caminhos possíveis para além da matéria. Pessoas que viveram para mostrar que tudo é passageiro e justamente por isso devemos estender a visão para além de nossas angústias pessoais.

Segundo Teillard de Chardin, não somos seres humanos que possuem almas. Somos almas tendo uma experiência física. Desta forma podemos ter coragem de superar em nós nossas emoções pessoais e diante da morte vislumbrar ou reconhecer o fim de um ciclo e o início da próxima jornada.

A visão de que a morte é o fim deste ciclo na matéria nos liberta do fardo da angústia e do luto narcísico que tendemos a nutrir diante das perdas.

Enquanto seres humanos devemos nos acostumar ao paradigma existencial onde a vida precisa ser criada e a morte reverenciada como a possibilidade de ultrapassar um estado limitante na matéria.

A mágica se dará na medida em que cada um assumir sua individualidade. Somente aprendendo a controlar a vida com as próprias mão, livres no poder da criação estaremos prontos para morrer e deixar o outro ir também. Sair das sombras e alcançar a luz!

Carmem Farage
Carmem Farage