RECEITA DE FIM DE ANO

lavender-1573049_1920Vou contar pra vocês o que eu faço todos os anos na véspera da virada.

Independente do fato de que as festas pipocam por todos os lados, independente se eu participo delas ou não (vai depender de como estou no determinado ano), eu não abro mão de fazer um bom balanço e criar uma “receita” para o próximo ano.

Isso porque eu compreendo o fim de ano como um momento de dar uma parada – uma mini parada, na verdade – porque a vida não para não minha gente e esse negócio da gente querer que a vida pare me parece mais uma grande fuga do que tudo o mais.

É claro que sei que culturalmente estamos inseridos num contexto onde as férias escolares coincidem com as festas de fim de ano e logo depois carnaval. E que aqui, no Brasil, a gente gosta de emendar tudo e fazer uma festa só desde o natal, passando pelo réveillon, emendando em janeiro e desembocando no carnaval… Mas juro que acho que não deve ser assim não! Estamos acostumados a procrastinar tanto, que não percebemos que acabamos caindo no equívoco de adiar as metas. Adiar as metas é colecionar frustrações porque festa é, na verdade, um grande e colorido vazio. Não dá em nada no final. Festa, gente, serve só para fugir um pouco da rotina e desanuviar a mente. Não pode se estender por meses. Não dá certo.

Então, como eu estava dizendo, costumo fazer, no fim do ano, uma parada, um balanço e uma receita. Nesta ordem.

Estou pensando em como foi o ano de 2016. Sob muitas perspectivas, dentro e fora de mim. Dentro de mim, me sinto bem. Penso que mudei um pouco mais. Cresci um pouco mais profissionalmente, tive um bom controle financeiro que me permitiu chegar ao fim do ano com uma reserva financeira para aguentar as festas de fim de ano e as contas de janeiro e emocionalmente eu me sinto forte, pois consegui realizar ações que precisava já há algum tempo com determinadas pessoas.

Fora de mim, penso no Brasil, que não andou como eu esperava, e continua andando na contramão dos meus conceitos particulares de como deveria ser a nossa sociedade, e isso me entristece um pouco, pois constato que o mundo ainda precisa mudar muito no quesito mais amor ao próximo e menos ganância.

Penso que todos deveriam fazer assim: estou bem profissionalmente? Estou bem financeiramente? O que eu gostaria de mudar para o próximo ano? O que eu preciso alcançar para atingir um equilíbrio melhor a partir do próximo ano? Quais são as ações necessárias para que eu atinja tais e tais metas? Quais são os meus defeitos pessoais que me impedem de caminhar conforme eu gostaria? Quais meus pontos fortes e quais meus pontos fracos? Como posso fazer para atingir um equilíbrio neste ano?

E por fim, vamos à receita: traço um passo a passo.  Coloco em ordem de importância e urgência o que penso que devo fazer durante o ano. Exemplo: em fevereiro vou tirar 15 dias de férias. Em março, começo a escrever um novo livro. No segundo semestre, início de um novo mestrado.

Também faço metas a médio e longo prazo: continuo fazendo uma poupança à parte para trocar de carro em 2019. Daqui a 5 anos deverei escrever 3 livros e aprofundar em tais e tais estudos. Eu me vejo assim e assado daqui a 10 anos… 🙂

Escrevo tudo numa cartinha e guardo na agenda nova. À medida que o ano transcorre, vou vendo se encaixa a minha expectativa com a realidade, pois nem sempre é possível realizar o que desejamos.

Mas mesmo quando não podemos executar aquilo que desejamos, certamente estaremos conscientes daquilo que somos e isto facilita a realização dos nossos sonhos ou quem sabe, a adaptação deles á nossa realidade.

Mesmo que eu tenha que mudar, reajustar, ou adiar, sei o que quero porque sonhei algo bom para mim. Desejar é o primeiro passo. Dizer para si mesmo seus sonhos é fundamental para que nossa mente realize.

Nosso destino é permeado pelas muitas possibilidades. E somos nós que vamos definir quais delas irão se realizar.

Desejo a todos um ano novo repleto de grandes mudanças e realizações dos melhores sonhos!

foto
Carmem Farage

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