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Entre o desejo e a responsabilidade

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Os Novos Caminhos da Floresta

Está em cartaz no Brasil mais uma versão Disney de contos de fada: o musical “Caminhos da Floresta” (Into the Woods). Ele é baseado e razoavelmente fiel à peça homônima escrita por Stephen Sondheim em 1987. Na história, um casal de padeiros descobre que não pode gerar filhos devido a uma maldição lançada por uma bruxa e, para revertê-la, precisam de quatro ingredientes, cada qual pertencente a um conto de fada distinto. São eles: um sapatinho de ouro de Cinderela, a vaca branca (e melhor amiga) de João (do conto “O Pé-de-Feijão”), a capa vermelha da Chapeuzinho Vermelho e uma mecha dos cabelos louros de Rapunzel. O cenário onde a trama se passa é a floresta e seus caminhos percorridos por essas famosas personagens, caminhos estes que se cruzam principalmente com a intervenção do casal.

Essa salada mista de contos de fada apresenta de cara uma conotação ligeiramente sombria – mas não menos fantástica – que parece ser a marca das novas adaptações de clássicos, vide versões de Branca de Neve, Alice e até Malévola. A primeira parte da história é caracterizada por uma algazarra divertida em que as histórias se cruzam; todas as personagens possuem sonhos e expressam desejos no início e, ao final da confusão, todos os desejos se tornam realidade. Cinderela finalmente fica livre do pesadelo em que vivia com a madrasta e encontra seu príncipe encantado; o pobre e sonhador João fica rico após roubar ouro do gigante que habita o topo do pé-de-feijão; Rapunzel consegue sua liberdade (e seu príncipe) após uma entediante vida na torre e Chapeuzinho, além de obter pães para levar à casa da avó, é salva do lobo mau e ainda consegue uma capa nova. E o casal de padeiros, por sua vez, consegue enfim ter um filho.

Contudo, ao longo da jornada dos desejos realizados, todos agiram e se envolveram de modo a alterar o local onde viviam. Em meio a uma série de acontecimentos, a esposa do gigante do pé-de-feijão que fora morto pelo João consegue descer de seu castelo e começa a destruir o reino, procurando o menino que causara seu infortúnio. O final feliz se desfaz quando as conseqüências das ações das personagens aparecem, bagunçando o cenário. João e Chapeuzinho tornam-se órfãos; a esposa do padeiro e o príncipe da Cinderela se beijam, traindo seus respectivos cônjuges; Cinderela descobre a traição e se separa do marido. O príncipe encantador é encantador, mas despreparado para fazer algo na vida além de espalhar seu encanto e conquistar beldades. E a esposa do padeiro morre, levando o padeiro ao desespero ao se ver sozinho no mundo com um filho nos braços.

Quando saí do cinema, o burburinho que escutei não foi dos mais favoráveis, embora algumas pessoas tenham tentando aplaudir o filme no final (sendo rechaçadas pelos zombeteiros de plantão). Alguns haviam achado genial; outros haviam achado completamente enfadonho e sem graça. A segunda metade do filme, quando o final feliz se desfaz, não deixou de surpreender quem não conhecia a história. O filme era longo e parecia ter chegado ao esperado final feliz – então veio a confusão.

INTO THE WOODS

Desde que a peça foi escrita e apresentada na Broadway, houve duas tentativas de trazer a peça ao cinema nos anos 90, mas só em 2015 houve resultados – com o apoio de um estúdio (Disney) ainda famoso por infantilizar histórias clássicas.

Não que as histórias que a própria Disney obtém já não tenham sido infantilizadas antes. Sabe-se que, a partir do século XIX – talvez um pouco antes – contos de fada medievais britânicos, franceses, alemães, holandeses foram gradualmente modificados. Na época em que foram criados, nos séculos medievais, esses contos não eram, aos nossos olhos, nem um pouco infantis ou mesmo agradáveis – não contaríamos às crianças de hoje logo de cara a versão original da Bela Adormecida, que teria sido violentada por um príncipe e gerado dois filhos enquanto enquanto dormia; e também o final de Chapeuzinho Vermelho não teria sido tão fantástico, sendo resgatada de forma tão mágica pelo caçador após ter sido engolida viva. Aliás, se observarmos esses contos com um olhar adulto – mesmo os mais inocentes – perceberemos passagens forçadas, perceberemos que havia um componente estranho e até cruel nessas histórias, e como isso foi abrandado em releituras posteriores. O olhar inocente da criança não vai se assustar com a possibilidade de Chapeuzinho ser engolida viva e assim permanecer na barriga de um lobo se, no final, for resgatada e tiver um final feliz; não será assustadora a perspectiva de dormir cem anos se, no final, o amor prevalecer com a chegada do príncipe heróico e tudo voltar ao normal como se nada de estranho houvesse acontecido.

Contudo, as histórias originais, aos olhos tanto da criança e do adulto de hoje, são assustadoras.

Podemos relacionar isso ao conceito de infância que construímos ao longo do tempo. A ciência cognitiva hoje mostra que crianças são psicologicamente diferentes de adultos, mas isso era um conceito até então desconhecido – elas até poderiam ser vulneráveis e impressionáveis como pode ser típico dessa fase, mas foi uma fase do desenvolvimento humano ignorada ao longo de séculos. Crianças eram tratadas como adultos.

A idéia de que crianças estão em desenvolvimento, de que precisam de um ambiente sadio, inocente e pacífico para crescerem em paz é absurdamente recente. Proteger crianças para que se tornem adultos honestos, empáticos, sociáveis, calmos, gentis e saudáveis é uma concepção recente. No século XIX podemos observar o surgimento desse conceito junto à infantilização dos contos de fada. E a Disney, ao se apropriar deles, deu seqüência a esse acontecimento.

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Eu já discuti Malévola/Maleficent aqui, mas quero deixar claro que, se Malévola é uma excelente lição para crianças, Into the Woods não segue o mesmo caminho, é mais adulto – e uma excelente lição para adultos. O começo do musical (embalado pelo refrão “I wish”, que significa “eu desejo”) simboliza a força propulsora da humanidade – o desejo. O desejo está por trás de nossos atos e consiste em tudo o que nos move, desde a primitiva luta pela sobrevivência às vontades que chamamos de “caprichos”. Adquirimos o hábito dualista de dividir o humano entre instinto e razão, mas é difícil demarcar qual é realmente qual e se temos de fato um “instinto”.

Mas um consenso possível é o de que somos todos seres desejantes. Nós desejamos, e o que fazemos dia a dia possui como base – como força propulsora – os nossos desejos, mesmo que a relação entre eles e nossos atos não seja tão direta e palpável.

Só que não somos princesas, príncipes, fadas, bruxas ou camponeses de contos de fada. Quando nos movimentamos rumo à realização de nossos desejos, mudamos o mundo ao nosso redor, e não somos criaturas lineares e ingênuas que conseguem se manter à parte de tudo isso. Por vezes, gostamos da idéia de que merecemos tudo o que desejamos, por mais justas e singelas que nossas vontades pareçam. Por vezes, nos colocamos como isentos de tudo o que acontece no mundo, sem papel ou impacto na sociedade.

INTO THE WOODS

É muito difícil pensar que podemos ser aquela pessoa que comete atos levianos ou egoístas demais. Detestamos estar errados. E quando assim somos apontados, é comum ignorarmos a acusação ou reagirmos agressiva e defensivamente, sem refletir sobre os danos que podemos causar.

E temos essa coisa, esse hábito de agir como se merecêssemos a realização de todas as nossas vontades e de pensar que nossos passos não deixam marcas no mundo.

Quando a mãe do padeiro, grávida, queria verduras e legumes da horta da bruxa, seu marido as apanhou – mas ele também roubou os feijões (mágicos) apenas por desejo, sem nem ao menos saber o poder que eles tinham; não era desejo da mulher e ele nada sabia sobre os feijões, apenas quis se apossar deles mesmo tendo invadido a horta de outra pessoa para roubá-los. O casal de padeiros obteve a (quase) todo custo os ingredientes porque desejavam um filho; João enfrentou diversas vezes o casal de gigantes no topo do pé-de-feijão para: obter a fartura de que tanto desejava e assim ajudar a mãe; recuperar a amiga vaca leiteira e também vencer uma aposta que fizera com Chapeuzinho – e esta o desafiara apenas por orgulho, sem medir conseqüências. A Cinderela, tão sofrida e cansada do pesadelo em que vivia, desejou desesperadamente uma mudança de vida, e concentrou-se tão fortemente nisso que deixou de refletir, agindo por impulso e cega ao mundo seu redor. Rapunzel, cansada, triste e entediada, desejando sair da torre e encontrar seu príncipe, passou a descer a própria trança com mais freqüência, de modo que a mulher do padeiro pôde roubar um pouco do seu cabelo. Sem que percebessem, contribuíram, focados em seus próprios sonhos, para o surgimento do grande obstáculo que logo se manifestaria no reino e, portanto, na floresta: a mulher gigante que desceria de um pé-de-feijão remanescente (construído por puro descuido), buscando vingança e destruindo tudo à volta.

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Os protagonistas não foram mesquinhos demais ou sábios demais e, por vezes, mostraram-se gentis com os outros e formaram amizades, mas nunca desviando-se plenamente de seus desejos. Refletiram sobre como desejavam o que desejavam e como o movimento para a consolidação do que queriam os ajudava a amadurecer, mas não consideraram a mudança que estavam causando no mundo – ou na floresta.

E tanto fizeram, tanto insistiram, tanto acreditaram que os sonhos se tornaram realidade. Normalmente, é assim que esses clássicos terminam, com a moral de que, quando realmente depositamos fé e empenho, realizamos os sonhos considerados mais insanos. Podemos sim pensar em seis coisas impossíveis antes do café-da-manhã (ou antes de dormir, para os noctívagos de plantão).

É com essa lição do impossível tornando-se possível que alimentamos a mente afoita por atenção e carinho de nossas crianças. Queremos lhes mostrar que o mundo não é tão assustador quanto parece, queremos acolhê-las e demonstrar que é possível dar conta da vida. Que é racionalmente possível e provável que elas realizem os sonhos e que o principal obstáculo é o mundo emocional. Que é possível ter foco, que é possível viver.

Mas existe uma continuação nessa história que é importante recordarmos – especialmente nós, adultos: o chamado à responsabilidade. A responsabilidade é a capacidade de enxergar que a lei é de ação e reação e que, quando agimos, o mundo reage – de que forma for. Não estamos isentos. Não saímos ilesos. E causamos algum impacto, por menor que pareça. Quando nascemos, o mundo já está dado, inteiramente construído e funcional como sempre esteve até o ponto em que sabemos, e somos simplesmente atirados nele. E corremos o risco de manter uma ingenuidade a respeito: a ingenuidade de que o mundo e o eu são elementos separados, e de que nossos desejos, pensamentos e ações são “inocentes”, alheios ao mundo. Nossos erros são menos significativos, mais perdoáveis. Nunca somos egoístas, nunca magoamos outras pessoas, nunca faltamos com nossa responsabilidade. E, se o fazemos, é tão ingênuo, bobinho e perdoável que sequer salta aos nossos olhos. Temos essa idéia de que todos os nossos desejos não possuem conseqüências adversas e, quando possuem, são injustas. São uma brincadeira sádica do destino. Temos essa idéia de que temos um direito irrevogável a tudo o que desejamos.

Alimentamos tudo o que há no mundo; temos esse hábito da dualidade, de dizer que existe o bem e o mal. Pois bem: se ambos existem, é certo que todos nós, sem exceção, alimentamos ambos, inclusive o mal. Já comentei neste post que o bem e o mal são indissociáveis, na realidade, e que o mal é o bem que enlouquece temporariamente. Porém, se insistirmos nessa dissociação, devemos insistir no fato de que todos produzimos os dois.

Então, o que fazer? Parar de desejar? Censurar nossos desejos?

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O próprio filme sugere uma resposta. Quando os grandes obstáculos da vida (o gigante) provocam a confusão na floresta (a vida), apagando os caminhos marcados (o destino), as personagens encontram um novo arranjo – imprevisível, mais forte e maduro que o anterior. A Cinderela já não deseja um castelo de sonhos, contentando-se com o meio-termo entre o sonho vivido no castelo e o pesadelo oferecido pela madrasta; o padeiro, que tanto queria um bebê, vê a necessidade de cuidar dele, mesmo sozinho; o príncipe encantado revela a sua pouco atraente natureza volúvel; e João e Chapeuzinho deparam-se com a orfandade. Mas, juntos, Padeiro, Cinderela, Chapeuzinho e João, que experimentaram desgostos até então nunca imaginados, unem-se, estabelecendo um vínculo ainda mais forte que o anterior e enfrentam o obstáculo à frente. E constituem uma família. Uma família diferente de uma visão tradicional de nossa sociedade, arranjada por afinidade e não por sangue ou matrimônio.

A história, portanto, nos brinda com um chamado à responsabilidade e, além disso, uma possibilidade de superação do que a vida, em sua complexa cadeia de eventos, pode trazer. E uma possibilidade de se construírem laços afetivos distintos que transcendam os institucionalizados.

É preciso ter cuidado com o que desejamos. Enquanto não o tivermos, seremos moldados pelo destino, aprendendo e nos fortalecendo. E, quanto mais responsabilidade tivermos em relação aos nossos desejos, mais serenidade teremos em nosso caminho – por mais misterioso e imprevisível que esse caminho seja.

Bárbara Bastos

NUESTRO PODER MENTAL

                    Traducción de Teresa  <teresa_0001@hotmail.com>:

Los seres vivos poseen, sin duda, poderes mentales. Vamos a llamar a esto impulsos magnético-emocionales de ligazón-rechazo. Tales impulsos son responsables por la realización de nuestros deseos a través de nuestros pensamientos.

Por eso debemos ser responsables con nuestro poder mental, pues él está bajo el efecto de la ley de acción y reacción y puede causar daños de los cuales podríamos arrepentirnos más tarde.

Esto lo sabemos, puesto que normalmente decimos: Si medito, Dios, o el poder de mi inconsciente, me ayudará. Siendo así, voy a visualizar la casa que quiero y sé que conseguiré. Entonces, me concentro, tengo fe en aquello que quiero y… ¡lo consigo!

Estos fenómenos del plano material son fuerzas que tenemos dentro de nosotros y nos hacen alcanzar el triunfo anhelado. Con ello hemos podido hacer nuestra vida en este planeta menos dura a lo largo de los tiempos. A decir verdad, eso es lo que el ser humano viene siendo capaz de hacer: controlar la materia y crear condiciones cada vez más propicias de existencia en un mundo hostil a él. En función de eso, hemos dado alas a nuestros deseos y hemos llegado a un punto tal que, si no es posible alcanzar tales deseos, entramos en una sintonía menos buena, como si la vida no valiese.

¿Cuántos de nosotros, tras haber realizado nuestros deseos materiales, no nos hemos deparado con los límites emocionales? Entramos entonces en una montaña rusa y todo se derrumba sobre nosotros: salud, armonía, paz de espíritu. Y en tales momentos perdemos nuestra fe interior. La capacidad de realización ha estado aparejada a nuestro universo emocional personal comprometiendo nuestra visión de aquello que realmente importa.

Estamos todos sometidos a nuestra mente, por tanto. Estando atentos a eso, hemos de aprender a utilizar nuestro poder mental de forma constructiva, balizado en ideales más elevados con los cuales podremos, entonces, controlar nuestras emociones.

En vez de ser reactivos, egocéntricos, impulsivos ante las situaciones incómodas, debemos cultivar el pensamiento creativo, inteligente, ponderado.

Debemos querer ir más allá de nuestro ego. Despertar para lo que hay allende nuestras emociones.

¡En dirección a la luz!

Jesús pide que aprendamos a “morir para nosotros mismos”. Acallar la voz del ego y sentirse seguro, protegido, alimentado y curado por la conciencia de la Vida Divina, ¡sin que importe mucho lo que piensan de nosotros!

Tenemos que aprender a no rechazar la personalidad del otro, pues sabemos que todos estamos en proceso de crecimiento y auto-conocimiento. Lo que realmente importa es estar atentos a nuestros propios errores y, conociéndolos, liberarnos de ellos, uno a uno, escalando los peldaños hacia la liberación mayor.

Liberarse es salir de la esclavitud del breve espacio de tiempo de nuestra actual vida humana, que continuamente nos lleva a experiencias que no nos satisfacen.

¡Alégrate con ello!

¡Utiliza tus pensamientos como rayos de luz blanca para alcanzar una Vida Divina! Sal de lo ordinario. ¡Desea ser una persona extraordinaria!

A utopia que nos aprisiona

No quesito realização, se eu tivesse que resumir os “autoboicotes” da vida, diria que são, basicamente:

  • Você querer fazer algo que não quer realmente;
  • Você querer realmente fazer algo e acreditar piamente que o sonho não é para você. Que você não é digno dele.

Até então, só me deparei com o primeiro aspecto; foi libertador me conhecer mais e entender coisas de que eu realmente gosto, e que não havia problema algum em não gostar de determinadas coisas, que não existe nada melhor do que o seu eu real – e o alívio que isso traz supera o eu ideal. Para quem ainda não entendeu: é uma situação por que todos nós passamos. Todos nós, de verdade.

Você percebe isso quando pensa que você mesmo não é o que você é agora, mas uma instância idealizada que você não mede esforços para atingir. Se eu fosse usar uma analogia cotidiana meio capenga, seria: eu não sou o cara que tirou média na prova, eu sou o cara que certamente teria tirado dez se tivesse estudado. Ou ainda: eu sou o cara bem-sucedido que certamente serei no futuro se fizer a coisa certa, mas que hoje não sou. Eu sou a pessoa que estará mais bonita caso eu me cuide mais. A pessoa que eu vejo no espelho hoje não sou eu; eu sou o que tenho potencial para serUm potencial que nunca atinjo realmente, e isso me traz angústia.

Deu para entender?

Acreditar que você é única e exclusivamente o potencial que busca atingir é sacrificar quem você é agora, é dizer que o que você é agora não é válido, que o seu eu de hoje é um nada descartável – e que você só tem de válido algo idealizado que um dia atingirá. Um dia que nunca será hoje. E essa insatisfação está em permanente deslocamento e nunca é saciada.

Queremos a profissão que nossos pais gentilmente sempre sonharam para nós – não que tivessem nos obrigado, mas certamente sonharam com ela! Disseram “nossa, isso combina com você! Você tem tanto talento para isso!” Existem aqueles que foram diretamente coagidos pelos pais, que foram obrigados a entregar em suas mãos o diploma universitário do curso com o qual nunca sonharam – quem não conhece alguém com uma história assim? Mas não precisa ser tão agressivo ou direto. Basta ser uma sugestão, uma sugestão que “aqueça a alma” – ou, na realidade, traga mais angústia e um balde de água fria: “eu sonhei que você fazia isso! Não é engraçado? Você ficaria muito bonito assim.”

Mais indireto ainda: a preocupação financeira. A obsessão pelo dinheiro, a escolha pelo que queremos somada a uma preocupação financeira que não é nossa, que não nos pertence de fato. Está tudo bem, está tudo lindo ou ensolarado (ou nublado, porque gosto de dias nublados, idiossincrasia minha), exceto pelo respaldo financeiro que não é dos melhores – e isso é uma mancha na nossa felicidade. Mas, opa, essa preocupação era de quem, mesmo?

Queremos a aparência que julgamos ser a correta. Nada de gorduras, espinhas ou cabelo errado. Nada daquelas sardas, daquela pinta, nada daquelas pernas. Nada daquele semblante. Nem somos bonitos. Ou se somos, devemos tomar cuidado! E se acontecer algo que diminua nossa beleza? Não seremos mais especiais. Não podemos deixar de ser perfeitos.

Queremos ter as virtudes corretas. Desapegados na medida certa, inteligentes, alegres, carismáticos, eficientes, talentosos. Não pelos outros – por nós, claro! Ter a resposta pronta, algo sagaz e divertido, não ter neuras, mandar o número de mensagens correto para o paquera, nada excessivo ou distante demais, precisamos sempre nos destacar, precisamos ser os melhores. Porque, se não formos, nada seremos.

Queremos as roupas que idealizamos. De repente, por alguma razão, aquela na vitrine nos seduz; ou é bonita, ou está na promoção, mas o mais importante é que nunca precisamos dela antes ou sequer sonhamos com a possibilidade de sua existência até um segundo atrás; e a quantidade de apetrechos que possuímos, de roupas que temos no guarda-roupa nunca é suficiente! Mas não somos compulsivos, por vezes dizemos, não estamos endividados, apenas… ué, apenas queremos, por alguma razão misteriosa, aquela peça que não é realmente diferente daquelas três que já temos, mas inventamos que sim. Ou então é porque “estão usando”; se a moda aprova e eu não acho extravagante, eu necessito, eu me sinto bem, eu me encaixo no perfil correto. Quando eu obtenho aquela coisa, aquela roupa, eu passo a definitivamente ser eu.

Pelo menos até a próxima roupa que eu não possuir.

Queremos os equipamentos tecnológicos que são realmente dignos de nós. De repente, uma pequena distância da última geração tecnológica é uma grande distância para o potencial que alcançaríamos se tivéssemos acesso a isso. Porque aquela nova invenção é a nossa cara – não a de milhões de pessoas que pensam o mesmo. É a nossa cara. E não merecemos menos do que isso.

Queremos um cotidiano digno de nossos sonhos mais ambiciosos, em que realizamos aproximadamente três tarefas, oito atividades de lazer e vinte exercícios físicos diferentes. Além de ler seis clássicos literários, sete filmes franceses e ter fluência em dez idiomas. Menos que isso não serve. Mundo globalizado, correto? São múltiplas oportunidades, e só seremos nós mesmos se cumprirmos com o protocolo de absorver ao máximo essas oportunidades. Sem uma viagem ao exterior, duas línguas a mais e três museus visitados, não somos nada. Se dormimos o final de semana inteiro, perdemos tempo. Se não somos os próximos donos da Apple ou viajados pelo mundo como Amyr Klink, temos um desperdício de vida.

Queremos ter uma casa como a das fotos. É impensável qualquer coisa diferente disso.

E ainda ter atuado em três ONGs diferentes, para não dizer que nossos sonhos são apenas egoístas e mesquinhos.

E o mais importante: podemos fazer tudo isso! Somos nosso instrumento de realização, MAS nossa utilidade é apenas essa: o passo para o futuro onde mora nossa plena satisfação.

Percebe que existe uma diferença gigantesca entre isso e ter sonhos saudáveis? Nada contra querer realizar mil e uma coisas, mas quando a gente persegue isso sem preservar a satisfação cotidiana, a satisfação com o eu real – que é o do presente – perdemos nossa identidade. Perdemos nosso eu e, se o perdemos, misturamos os sonhos que seriam realmente nossos com os sonhos que outras pessoas depositaram em nós. Perdemos o nosso eu, então o muro que separa nossos sonhos dos sonhos do mundo desaba. E o impacto dói.

Quando nascemos, redondos, rosados e indefinidos, somos um mosaico de possibilidades que alimentam sonhos não-realizados de pessoas que há muito já habitavam a Terra e conheciam seus sabores e dissabores – nossos tutores, nossos cuidadores, nossos pais. O mais importante é entender que isso nem sempre é proposital, e que a causa dessa confusão não é a figura do pai ditador e engravatado que impõe uma determinada realização profissional. Esse processo não é tão cru assim.

A questão é que absorvemos os sonhos externos mais inocentes. Uma sugestão inocente, despretensiosa e por vezes implícita do ambiente, do meio externo, é capaz de inspirar em nós uma sede louca de realização e, unindo isso a uma carência afetiva e humana que sentimos, simplesmente internalizamos que só estaremos completos se perseguirmos um ideal que surgiu da figura idealizada de quem nos criou – e nos transmitiu conhecimentos de mundo -, uma figura idealizada que nós mesmos montamos a partir dessas pessoas.

Quem nos cria transfere um pouco de si para nós e isso molda nossa personalidade. Nós nos identificamos com alguns aspectos de quem nos cria e absorvemos isso em nossa personalidade – passa a ser nosso e passamos a apreciar isso. A diferença entre essa formação natural e saudável e a perseguição de um ideal que não nos pertence reside na nossa capacidade de aceitar o que somos realmente, no presente.

Em certa medida, conseguimos perceber quando estamos fora da casinha: é quando percebemos que nem toda idealização que carregamos é a que desejamos de todo o coração. É quando percebemos que perseguimos algo apenas porque estamos inquietos, e não porque o amamos de fato – não sentimos uma paz verdadeira nessa caminhada. É quando devemos romper com esse pacto que nós mesmos assinamos. E devemos buscar apenas o que nos pertence.

Em alguns momentos e para algumas pessoas é mais difícil notar esses padrões. Existem pessoas tão “despersonalizadas” que passam anos, décadas e vidas inteiras infelizes preenchendo um ideal que não é o seu e enraizando em si uma insatisfação que se manifesta em forma de toda sorte de transtornos físicos: os materialistas compulsivos, os profissionais infelizes, os cônjuges reprimidos. Reféns direta ou indiretamente do meio em que foram criadas, são pessoas que estão insatisfeitas mas, para elas, assumir essa insatisfação – que é tão profunda – é cindir com elas mesmas. Isso porque essa instância que não lhes pertence parasitou sua essência, ocupando boa parte do lugar – sem, contudo, ser esse “eu” de fato. Não são elas. Não são seu desejo. Essa coisa é a carente tentativa – feita de frangalhos – de preencher um ideal externo ao seu desejo pessoal. Mas que parasita tanto sua essência que, estando nela, é desagradável e, sendo abruptamente expulsa dela, é insuportável. É como arrancar violentamente um tumor e esperar que o corpo preencha sozinho a cratera que ficou.

Se existe solução para esses casos? Existe. Mas não sou eu quem as dá, certo? Podemos sempre ajudar. Mas somos nós quem enfrentamos nossas instâncias e ninguém poderá ou conseguirá fazer isso por nós.

Se isso é desolador? Para quem não consegue olhar para si mesmo de perto, para a essência verdadeira que habita o presente: é, é desolador, sim. É desolador saber que quem enfrenta seu pior monstro é você mesmo. Você se sente miserável, impotente, incapaz. É como se alguém, ao falar isso, o abandonasse à sua própria sorte com um desagradável tapinha nas costas: “boa sorte, meu chapa, agora é só com você”.

Mas aqui: você não está sozinho. Nunca. Entendeu?

Sempre haverá amparo. Sempre haverá apoio. Se é você quem deve enfrentar é porque só você consegue, porque você tem potencial para isso. Eu não possuo o potencial que você possui para lidar com seus demônios, mas posso dizer que você jamais estará sozinho. De forma alguma. Haverá sempre um alguém nessa caminhada que o ajude a conseguir a força de que necessita.

Amigos. Passatempos. Terapeutas.

Bom, no começo do post, falei sobre o segundo “autoboicote”, que é você querer realmente algo e achar que não conseguirá, que você não é digno dos seus sonhos. Tratarei dessa segunda parte depois.

Bárbara Bastos

ASPECTOS PSICOLÓGICOS DA MULHER CLIMATÉRICA

menopausaAntes de mais nada é bom observarmos alguns preconceitos a respeito da idade das mulheres. No princípio do século, Freud nos disse que a mulher de 40 anos era velha. Em suas palavras, a personalidade da mulher de 40 estaria “cristalizada” e ele relutava em aceitá-la em análise por causa dessa cristalização. Isso se devia em parte pelo que se esperava socialmente de uma mulher em 1900, socialmente falando, e em parte pela expectativa de vida das pessoas como um todo que nessa época era bem mais curta. A mulher de 40 então estava realmente no fim e não possuía outro destino senão se resignar de que seu papel social estava pronto, estabelecido e não lhe restava mais nada a não ser levar uma vida digna.

Hoje as coisas já não são mais assim. Aceita-se em análise a mulher de 40, 50, 60, não importa que idade tenha. O papel social da mulher mudou, e muito. Sabemos que essa mudança começou principalmente a partir dos anos 60 com o advento da pílula anticoncepcional e como conseqüência a quebra de tabus sexuais. Hoje, a mulher climatérica tem, em nossa sociedade, a possibilidade de realizar-se em muitos campos. Conseqüentemente, as crises de idade aparecem quando têm que aparecer, bem mais tarde do que em décadas anteriores.

Hoje podemos afirmar com mais tranqüilidade que não podemos considerar as crises próprias do climatério como conseqüência direta das mudanças hormonais da menopausa.

Estudos psicológicos cuidadosos mostram que as mulheres que apresentam transtornos menopáusicos já sofriam anteriormente de transtornos emocionais. São as mulheres de ajustamento sexual pobre, de caráter rígido, com dificuldades de adaptar-se às mudanças e de um campo de interesses limitado, que correm riscos ao envelhecer. Isso é fácil de se compreender. A mulher que gozava sexualmente até então comprovará logo que não perdeu essa faculdade, já tão firmemente estabelecida, que adquiriu independência dos processos hormonais – enquanto que a mulher que nunca gozou vê agora desaparecer sua última possibilidade. A mulher de caráter rígido tolerará pior as mudanças que agora sofre em seu corpo e que padecerá ainda mais sua vida com a velhice que se aproxima. E a mulher de interesses limitados, ao ver desintegrar-se o campo de suas atividades (o trabalho do lar com freqüência perde a importância quando os filhos se vão) se sentirá facilmente inútil e centrará agora todos os seus cuidados, que antes dedicava à família, em atitude hipocondríaca com seu próprio corpo. Em contraste com ela, a mulher que sempre tinha múltiplos interesses renunciará mais facilmente, e quase sempre sem se dar conta, à capacidade de criar biologicamente, já que é criativa em outros terrenos.

Ainda que envelhecer seja sempre penoso e mais ainda  quando se gosta da vida, esse processo tornar-se-á “crítico” unicamente devido a uma interação de fatores pessoais, ambientais e sociais. Mas a mudança concreta, biológica, que a mulher experimenta nessa época de sua vida, reviverá em seu inconsciente sempre as experiências e os conflitos psicológicos das mudanças sofridas anteriormente por ela.

Vejo na menopausa e suas reações psíquicas e somáticas tanto uma repetição como uma contrapartida da menarca. A mulher passa por um estado psicológico de dúvidas, vacilações, temor ao futuro, intensificação e rejeição de sua sexualidade, de oscilação entre desejos de isolar-se e uma grande atividade social etc. que se parece muito com as reações da menina púbere. Além do que, até parte das reações físicas como, por exemplo, os freqüentes transtornos vasomotores, são parecidos. Se estudarmos os conflitos de determinada mulher frente a sua menarca, podem-se prever suas futuras dificuldades climatéricas. Mas essa semelhança está em contraste com uma diferença fundamental: tudo o que a menina adquire na menarca, a mulher madura perde na menopausa. Isso significa uma morte parcial. Enquanto que o clima das fantasias, os desejos e conflitos pubescentes é o resignado “muito cedo”, a mulher climatérica tropeça em seus intentos de realização com um triste “muito tarde”. As semelhanças e o caráter de crise do estado psicológico de ambas as etapas provêm dessa impossibilidade de realização, imposta pela idade, demasiado curta da menina, demasiado avançada da mulher envelhecida.

Os conflitos psicológicos que comovem a menina púbere são uma reedição de suas lutas edípicas. Também a mulher climatérica repete os mesmos conflitos. Mas enquanto que para a menina seu amor em relação ao pai era a fonte de suas lutas, rebeliões e humilhações, a mulher madura sofre porque deve reprimir seu amor incestuoso em relação a seu filho ou outro objeto substituto. Em seu inconsciente, o filho tomou o lugar do pai e a nora é a mãe que a exclui. Mas enquanto que a menina púbere tenta ativamente separar-se de seus objetos incestuosos – os pais -, a mulher envelhecida sofre passivamente a perda dos filhos, que tentam emancipar-se dela.

A crise psicológica que acompanha o climatério é inevitável, mas suas características e sua intensidade estão determinadas pela estrutura psicológica da mulher, por seus conflitos infantis e por tudo que soube alcançar ou em que fracassou durante sua época biológica.

A reação de cada mulher frente seu climatério está determinada por sua história individual e também pela reação que tomou sua sociedade frente à mulher madura. Será diferente, por exemplo, em sociedades que valorizam primordialmente na mulher seus conflitos eróticos. Na nossa em particular já podemos observar alguma ênfase na experiência e na compreensão que as mulheres maduras têm. Mas, de modo genérico, em nossa sociedade, uma menopausa livre de transtornos e reações depressivas é considerada por muitos como algo excepcional. Deduzimos da grande frequência de transtornos psicossomáticos nas funções procriativas da mulher de nossa época que ela não consegue gozar plenamente de sua feminilidade. Igualmente, pode-se deduzir de sua reação frente à menopausa que sua vida não foi satisfatória. A reação à menopausa é como um teste que indica se uma mulher foi feliz ou infeliz, satisfeita em seus instintos ou em busca contínua de inadequadas gratificações eróticas ou sublimações durante a infância, adolescência e maturidade. Infelizmente, em nossa sociedade o teste amiúde dá resultado negativo. É certo que a mulher passará por essa prova se sua maternidade não foi lograda. No entanto, a plena conquista por si só já é quase irrealizável em nossa sociedade. A família atual da classe média está reduzida ao pai, à mãe e aos filhos enquanto são crianças. Como a mulher já não convive mais como antes com seus pais ou sogros ou alguma tia, irmã solteira ou viúva que possa ajudá-la na criação dos filhos, se não está em condições de custear uma ajudante adequada, deve renunciar a seu trabalho ou a sua carreira. Fica em casa, trabalhando, mais ainda do que se tivesse um emprego, porém sentindo-se inferior e insegura perante suas companheiras que trabalham fora e ganham a vida.

Depois que os filhos crescem, o trabalho diminui um pouco e, finalmente, quando eles abandonam a casa, desaparece também a causa que a subtraiu de sua carreira ou profissão. Nessa época, a mulher geralmente é ainda muito jovem para ficar inativa, mas normalmente já muito velha para reiniciar o trabalho que abandonou muitos anos atrás ou para dedicar-se seriamente a novas atividades. Não é porque na sua idade já seria realmente impossível estudar; mas não se ocupou em estudos sistemáticos há muito, já que suas obrigações não lhe deram tempo necessário. Agora que tem tempo de sobra à sua disposição, sua mente já perdeu o costume da disciplina. Então, fica sozinha em casa, ociosa pela primeira vez em muitos anos. Antes desejava dispor de tempo livre para ela. Agora, já não sabe o que fazer dessa liberdade. Seu marido vem ao meio-dia, vem à noite, mas as manhãs e tardes logo lhe parecem intermináveis. Essa época crítica de sua vida geralmente coincide com o climatério. As reações depressivas, portanto, não se devem somente ao climatério, mas à situação crítica como um todo, pela qual tantas mulheres de nossa sociedade devem passar por haver renunciado, em favor da educação de seus filhos, a criar valores e ocupações que pertençam exclusivamente a elas.

Essa é a reação da mulher que teve filhos e dedicou-se a eles. É certo que a reação da mulher que não realizou sua maternidade, frente à menopausa, é ainda mais intensa ainda que tenha uma profissão, seu ambiente social bem-estabelecido e outras fontes reais de gratificações. Com o desaparecimento da menstruação pode dar-se conta de que suas fantasias já são irrealizáveis (consciente ou inconscientemente), que pertencem irremissivelmente ao passado. Isso é tão doloroso às vezes, para ela, que pode buscar meios para manter pelo menos a ilusão. Conheci uma viúva, sem filhos, já próxima dos sessenta anos, e menopáusica há dez, que rejeitou um pretendente tardio, pelo temor, como explicava, de ficar grávida.

No entanto, há exceções: tanto a mulher muito reprimida, que sofreu muito por sua sexualidade insatisfeita, fica à vezes aliviada diante do climatério, que no fim livra-a de toda a obrigação de cumprir com sua feminilidade, como a mulher infantil. Esta, se não teve filhos porque pretendia ser a única menina mimada do lar, passará bem pelo climatério sempre que consiga perpetuar a atitude protetora de seu ambiente para com ela.

A mulher que concentra todo o seu interesse no culto de seus atrativos físicos e na conquista do homem é a que geralmente sofre mais com a vinda da velhice. Ao estudar a psicologia da frigidez, vimos que ela tenta compensar, por meio de sua avidez sexual, sua insatisfação oral primitiva. Para ela, a menopausa tem caráter tão catastrófico porque representa algo como um desmame irremediável e definitivo.

A partir daqui, poderíamos caminhar pelo mundo dos conflitos internos pelos quais passam mulheres neuróticas e psicóticas. Isso agora não poderemos fazer por uma questão de tempo. Apenas demonstrei uma pequena parte para que tenhamos a noção da enormidade desses conflitos, todos partindo de épocas passadas da vida da mulher que apenas ganham força no climatério.

Se ela puder lidar bem com seus conflitos, antes de atingir o climatério, é possível que ela possa usufruir de conquistas específicas importantes pertencentes a essa época, na qual a mulher pode gozar de sua maior experiência e serenidade.

TERAPIA ON-LINE

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Fazer terapia é um hábito maravilhoso que certamente engrandece nossa vida. Os benefícios são imensuráveis.

Quando estamos em momentos difíceis da vida, a terapia é o principal auxílio para nos levar às origens, ao momento em que desviamos do nosso próprio caminho sem nos darmos conta disso.

Quando estamos bem, sem nenhum sintoma que nos limite, a terapia é o instrumento que nos leva mais rápido ao fim que desejamos na vida. Pode nos trazer um conhecimento profundo e complexo de nós mesmos que talvez demorássemos anos para atingir.

Costumo dizer que a terapia economiza tempo de sofrimento na vida, pois sabemos que na maioria das vezes, as mudanças acontecem sob muito sofrimento. No entanto, mudar é necessário, pois só evoluímos mediante mudanças.

Eu, particularmente, sou adepta das tecnologias. Compreendo que os avanços tecnológicos estão disponíveis no planeta, nesta nova era, afim de ancorar as grandes mudanças de paradigmas do momento.

Por isso, o atendimento pela internet está ganhando mais e mais adeptos em todo o mundo, à medida que a tecnologia avança e os meios de comunicação também; o mundo está encolhendo, as distâncias físicas são superadas pelo alcance virtual.

Realizar a terapia à distância, no conforto da sua casa, ou no local para onde precisou viajar, pode ser um “plus” que você não esperava! Economiza tempo, estresse de trânsito e condução para deslocamento. Além disso, por estar em seu lugar de conforto, pode ser extremamente rico porque você se solta mais, se entrega mais.

Partindo do princípio que para se realizar a terapia utiliza-se apenas a palavra e a mente, o atendimento virtual torna-se a ferramenta do momento. Nenhum impeditivo. Nada, absolutamente nada contra!

Aposto que em breve, ninguém mais vai querer sair de casa para fazer terapia com seu terapeuta favorito! 🙂

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Carmem Farage