Bia Kelly

Sempre fui curiosa. Desde menina, minha curiosidade nunca teve assunto preferido, de astronomia à arqueologia, tudo me interessava. A curiosidade nunca me abandonou, mas com o tempo, passou a andar de mãos dadas com o inconformismo diante das injustiças da vida. Me perguntava por que a gente faz o que faz? Porque sente o que sente? Os que nos impede de ir além? Não era raro que essas perguntas metafísicas se voltassem contra mim. Essa curiosidade, essa vontade de entender tudo aquilo que me agitava as emoções era acompanhada de um sentimento difuso de não saber qual o meu propósito nessa vida.

Decidi então me tornar jornalista. Esperava, com isso, poder responder às perguntas e questionamentos de pessoas como eu, curiosas. Sonhava em disseminar informações que ajudassem as pessoas, que fossem úteis. Para minha surpresa, no processo de formação desconstruí muitas certezas e mais, percebi que eu continuava como a garotinha curiosa que sempre fui, com mais perguntas que respostas.

O olhar crítico exigido pela profissão de jornalista me fez questionar ainda mais a realidade à minha volta, inclusive a minha própria contribuição como profissional de comunicação. Percebi que meu trabalho, como eu esperava, influenciava sim a vida das pessoas, mas não do jeito que eu sonhava. Mesmo a contragosto disseminava mais pessimismo que esperança e nada podia fazer. Eu era apenas uma peça na grande engrenagem da sociedade, a própria imprensa era apenas uma dessas peças, então eu seria apenas um parafuso ou menos que isso no grande esquema das coisas.

Essas considerações me inquietavam, me davam a sensação de insignificância e impotência. A falta de perspectiva me paralisava. Até que engravidei e aí a mudança finalmente começou. O exercício da maternidade me deu a certeza de que o mundo não iria mudar magicamente sem que as pessoas mudassem internamente e transmitissem novos valores às gerações seguintes. A partir dessas constatações, decidi fazer terapia e cheguei ao Instituto Lumni.

A Terapia Lumni, com sua visão do ser humano em sua totalidade: criatura divina, organismo vivo, individuo social, energia consciente e espirito em processo evolutivo, − tudo isso junto e ao mesmo tempo­­­­ − me deu uma nova perspectiva de vida, despiu mais algumas camadas de certezas e preconceitos, − alguns que sequer suspeitava carregar − e ampliou meus horizontes de tal forma que enfim, comecei a apreciar a vida tal como ela é, sem exigir perfeição.

Essa mudança interna me trouxe um alívio sem precedentes. Finalmente comecei a entender o significado da palavra liberdade. E enfim pude descobrir a minha verdadeira vocação. Me tornei também uma terapeuta Lumni e agora, afinal, consigo ajudar pessoas que assim como eu, descobrem que precisam de apoio no longo do caminho da evolução da consciência.